Poderes 12/09/2017 às 15:06
DESVIOS NA SEDUC

Nilson Leitão, Guilherme Maluf e seu primo Allan Malouf são investigados pelo MP

O esquema foi descoberto com a deflagração da “Operação Rêmora”, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
Escrito por: FOLHAMAX


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O ex-secretário da Seduc, Permínio Pinto foi preso após ser exonerado.

O promotor de justiça Henrique Scheneider Neto, da 36ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, instaurou um inquérito civil público para apurar atos de improbidade administrativa e danos ao erário em fraudes na Secretaria de Educação de Mato Grosso.

O inquérito civil pode denunciar os investigados por improbidade administrativa, que, entre outras sanções, suspendem o direito políticos dos réus e visa a restituição dos recursos desviados. O Gaeco informou que as obras suspeitas de desvios envolviam o montante de R$ 56 milhões.

Porém, a Seduc afirma que foram pouco mais de R$ 2 milhões executados. A operação que foi deflagrada no mês de maio do ano passado prendeu em suas três fases servidores, empresários e até o ex-secretário Permínio Pinto, que era o titular da pasta na época das fraudes.

Segundo a portaria publicada no dia 29 de agosto, a conclusão do inquérito civil foi fixada para um ano e as diligências necessárias já foram iniciadas. O esquema consistia em pagamentos de porcentagem por parte de construtoras que faziam obras de reformas e construções de escolas ao empresário Giovani Guizardi.

Em sua delação premiada, o empresário revelou que as propinas beneficiavam o ex-secretário Permínio Pinto, o empresário Alan Maluf e os deputados estadual Guilherme Maluf (PSDB) e federal Nilson Leitão (PSDB).

Na primeira fase, foram alvos da operação Giovani Belato Guizardi, Luiz Fernando da Costa Rondon, Leonardo Guimarães Rodrigues, Moises Feltrin, Joel de Barros Fagundes Filho, Esper Haddad Neto, Jose Eduardo Nascimento da Silva, Luiz Carlos Ioris, Celso Cunha Ferraz, Clarice Maria da Rocha, Eder Alberto Francisco Meciano, Dilermano Sergio Chaves, Flavio Geraldo de Azevedo, Julio Hirochi Yamamoto filho, Sylvio Piva, Mário Lourenço Salem, Leonardo Botelho Leite, Benedito Sérgio Assunção Santos, Alexandre da Costa Rondon, Wander Luiz dos Reis, Fábio Frigeri e Moisés Dias da Silva.  

Já na segunda fase, o ex-secretário da pasta, Permínio Pinto foi preso após ser exonerado. Ele foi posteriormente denunciado junto com o ex-servidor Juliano Haddad. 

No final do ano passado foi deflagrada a terceira fase da operação, denominada “Grão Vizir”, que prendeu preventivamente o empresário Alan Malouf, dono do Buffet Leila Malouf. Todos réus respondem as ações criminais em liberdade.